segunda-feira, 10 de maio de 2010


Há faces, sorrisos, que perduram No tempo das eternas memórias Até a altura do nosso passo em diante [Porquê?]. Há luzes, estrelas, que se perdem No grande universo da noite Para brilharem noutros cantos desconhecidos. [Porquê?] Há corações, almas, que cessam De co-existir na nossa presença Cuja vida, história, nos douram os caminhos. [Porquê?] Há morte, sombria, que rouba Vagas luzes mortiças da vida não eterna Mas promete-nos constante saudade. [Porquê?] Cai a lágrima, cessa o riso. Fenece a flor, cala-se o canto. No silêncio, alguém suspira. [Porquê?] Há quem ainda se lembre Insista então na memória Instilando ao coração a vida de outrora. [E quem vive eternamente Após abraçar a noite Após agarrar as asas dos anjos Após gritar na liberdade infinita Ainda nos ouve a nós Em prantos e sorrisos danados] Não há porquês porque não há respostas. Não há amanhã porque não há hoje. (DEsc. Autor)

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Essência

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