
Pousavas nos meus ouvidos sons de maresias… E assim, abandonando-me, deixava que me acariciasses a alma E que fugisses de ti em cada sopro dos beijos que trocávamos. Percorria o teu corpo em alamedas de ondas, em rotas desconhecidas, E aportava em cada baía, em cada cais, que me oferecias em eternos azuis. Sentia fome, sede de madrugadas acordadas em paixões E já nada saciava o desejo de te ter, resplandecente, em cada luz que acendias. Pousavas nos meus olhos luas e marés… E assim, marinheiro de mim mesmo, navego em ti até se acabarem os versos.(Desc. Autor)





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