sexta-feira, 7 de maio de 2010

Bebi sôfrega as tuas palavras


Bebi sôfrega as tuas palavras Com a boca ressequída de sede Cristalizei-as em mim… como se fossem água Transbordando tepidamente de uma fonte! E logo eu …que sempre tive pressa Da lonjura do que não encontro Matar a sede com palavras inóspitas É como que escorregar do alto de um rochedo! Embebedei-me com os teus olhos lânguidos Como quem se cega com uma luz divina Como que beijando teus lábios túrgidos … Atirei-me para o abismo do alto de uma montanha! E logo eu … que sempre tive pressa Da transcendência do que idealizo Matar a sede com palavras inóspitas É como que apagar labaredas Com lágrimas e suspiros! Abracei os teus vendavais e intempéries Com o olhar embaciado sem delinear os limites… Afogando-me na humidade turva dos teus olhos Dinamitei e fiz explodir todas as pontes! E logo eu… que sempre tive pressa Da transparência do que sonhei… Matar a sede com palavras inóspitas É como que eternizar Tudo aquilo que não sei!!(AUTORIA Vony Ferreira)

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Essência

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