segunda-feira, 28 de junho de 2010


Mais uma noite inicia-se, e com ela o meu descanso.

Ah! Qual bela está anoite, o meu coração ansiava por ti,

Pois só nesta escuridão posso me refugiar

E fugir deste mundo cruel.



Linda e desejada noite! Ah! Se durasses eternamente...

Quão bom seria não mais acordar,

Quão bom seria não mais ver este sol que queima minha pele e cega meus olhos;

Não mais ver estas pessoas, que só sabem me criticar e desprezar-me.



Sim! A noite é meu refúgio.

Prefiro-a, a ter que ouvir os humanos;

Insanas e loucas criaturas, que a tudo criticam,

Mas pouco conhecem a meu respeito.



Seres desgraçados que destroem tudo ao seu redor

Seres desprezíveis!

Pois não sabem o que os aguarda.

E inconscientemente, achando-se superiores a tudo,

caminham para a própria destruição.



Ouço suas orações e vozes de lamentação.

Adoradores de deuses pagãos,

Por eles criados, mas agora adorados;

Ouço suas vozes e desvendo seu destino.

O caminho da destruição.



Então permaneço aqui, apenas eu.

Na solidão desta bela noite.

Escondendo-me dos abomináveis

Destes seres imundos e corrompidos.



Então, sigo para o meu destino,

O qual só eu conheço.

Em minha própria paz,

Descansarei eternamente.



Guarda-me, oh, doce noite,

Dos olhares destes loucos;

Dos falsos amores

E da ilusão desta vida.





(Eder Samuel Andrade Oliveira)

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